terça-feira, 20 de maio de 2014

CACR - VOVÔ

 José Germano Schaefer - popular Pilolo


Pilolo, um craque.
Formação escolar?

Com aproximadamente 3 anos de idade, já íntimo com a bola.
Fiz o Primário – até aos 11 anos – no Colégio Santo Antônio das Irmãs (Brusque); o Ginasial – 1937/41 – no Colégio Santo Antônio dos Padres Franciscanos em Blumenau, registre-se a última turma de 5 anos; Contador de 1944/46, também no Colégio Santo Antônio em Blumenau.

Atividades profissionais?
Em 1943 fui nomeado escrevente juramentado do Cartório de Registro Civil de Brusque. De 44 a 46 integrei o quadro de funcionários do Banco Inco, em Blumenau. Em 46, fui nomeado Oficial do Registro Civil de Brusque, em cujas funções me aposentei. Saliente-se que no período de 52 a 64, fui colaborador na Escola Técnica de Comércio São Luiz – Brusque, nas Cadeiras de Contabilidade Bancária e Técnicas Comerciais. Também de 79 a 81 presidi a Cimenvale e de 81 a 83, Diretor Adjunto do Procape (Florianópolis).

Idos de 45, campeão do torneio início, defendendo a jaqueta do Olímpico - Hélio Olinger e Pilolo, 6º e 7º, respectivamente em pé da esquerda para a direita.

Onde e quando iniciou a prática esportiva?
Iniciei no Tamandaré em Blumenau, quando cursava o ginasial e depois passei a defensor do C.A. Carlos Renaux – antigo Sport Club Brusquense .Fale da participação efetiva e filiação do tricolor brusquense no final da década de 30, na década de 40 e na de 50 ASVI – Associação Sportiva Vale do Itajaí, depois em 25.03.54 , que após passou a denominar-se LEVI –Liga Esportiva do Vale do Itajaí, sendo que o tricolor ficou filiado até 28.05.46. Em 03.07.46, como Blumenau atravessava auspicioso período no futebol, o Clube passou a integrar a Liga Blumenauense de Desportos, que passou a denominar-se Liga Blumenauense de Futebol, sendo que em 59, o Atlético Renaux solicitou sua desfiliação. Ressalte-se que o Clube levantou uma série de títulos nesse período.


Equipe campeã de 50 pelo Atlético Brusquense.

A criação da LDB – Liga Desportiva Brusquense/
O desejo vinha sendo acalentado há anos. Mas a existência de apenas dois clubes na primeira divisão em Brusque constituía empecilho legal. Vários fatos levaram os diretores atleticanos , em reunião realizada em 05.01.59, a delegar poderes a Olegário Muller para entrar em entendimento com o C.E. Paysanu, a respeito da fundação de uma liga, em Brusque, todavia , sem resultado. Dois meses após, via-se nosso Clube desconsiderado em seu direitos por parte de co-irmão blumenauense. Foi quando o então presidente Adherbal V. Schaefer tomou a iniciativa de acertar outro plano com vários clubes da região. Reunidos em nossa sede 13 de março de 1959, fundaram a Liga Desportiva Brusquense. Presidiu a reunião o presidente da FCF, Osni Mello, participando representantes do Paysandu, Tiradentes (Tijucas) e Humaitá ( Nova Trento), o Presidente da Sociedade Amigos de Brusque e a Diretoria do Clube Atlético Carlos Renaux.

Idos de 1941, no Tamandaré.

Por que e quando o Clube passou de Sport Club Brusquense para Clube Atlético Carlos Renaux?
 

Pilolo assinando a súmula, sendo observado por Otávio Bolognini e Tesoura.
Por força do Decreto-Lei do Governo Federal vedando oficializar qualquer clube esportivo com denominação relacionada com: Nação, Brasil, Território, Estado, Município e seus derivados. A 19.03.44, após várias sugestões, resolveu-se, por votação, alterar a tradicional designação de Sport Club Brusquense para Clube Atlético Carlos Renaux.

Em 44, atuava no Tamandaré –Blumenau e ao mesmo tempo no tricolor brusquense?
Sim, atuava no equipe do Colégio Santo Antônio dos Padres Franciscanos em Blumenau e no Atlético Brusquense.

Que posição atuava?
Inicialmente atuava como centroavante, mas como o Clube tinha o centroavante número 1 do Estado, o Hélio Olinger , passei a atuar de centromédio.

Um grande treinador?
Carlos de Campos Ramos, popular Leléco.

Grandes Dirigentes?
Citaria dois: Érico Bianchini e João Bauer.


Visita do Governador Colombo M. Sales, idos de 73-Pilolo e Norma ladeados pelos saudosos Alexandre Merico e Guilherme Renaux, juntamente com o Dr. Nica.

Grandes arqueiros?
Arno Mosimann e Adolfinho (Avaí).

Grandes nomes na posição em que atuava?
Isnel, que inclusive me substitui no Clube e acabou indo para o São Paulo e Jalmo (Blumenau).

Três grandes atletas do Atlético e do Paysandu, naquela época?
Pelo Paysandu: Heinz Appel, Aristides Salces e Osvaldo Appel, pelo Atlético: Dirceu Mendes, Hélio Olinger e Teixeirinha.

A base da equipe campeã estadual de 50 foi a mesma que levantou o caneco estadual de 53?
 

Sim, a mesma base.

Quando pendurou as chuteiras?
 

Em 54, pendurei as chuteiras, foi quando então veio o Isnel para ocupar o meu lugar de centromédio.

Fatos marcantes , além dos dois títulos estaduais?
O nascimento de meus filhos e netos; ter sido vereador e Prefeito; O autógrafo concedido pelo Ademir Menezes (O Queixada).

Referências

  • Jornal Em Foco. Entrevista publicada em 30 de janeiro de 2004.

Ivan Carlos Belli 

Idos de 71 - Calinho.
IVAN CARLOS BELLI, popular CALINHO BELLI: Filho de Zeno Belli e Ana Maestri Belli; natural de Brusque, nascido aos 17.03.51. São em 7 irmãos: Odir José, Adalberto Sebastião, Albina Luiza, Zeno Gregório, Luiz Leão, Ivan Carlos e Leoberto Paulo. Cônjuge: Irene Belz Belli, casados aos 28.07.78; dois filhos: Andreza – casada com Gláusio Rafael Bueno Telles e, Carlos André. Torce pelo C A Carlos Renaux e Botafogo.


Em que equipes atuou?
Atuei pelo Botafoguinho do ‘ seu João’, Nacional (Arnoldo Zimmermann) e Carlos Renaux, inicialmente no infanto-juvenil e depois no time principal. Até 65, no infanto-juvenil, e de 65 a 69, o Renaux deu uma parada, Aí um grupo - entre eles lembro do Badão, o Inocente e eu – fizemos uma assembleia e reativamos o Clube. Atuei até final de 74, entre os profissionais. Disputamos jogos na região, contra o Humaitá, Marcílio, Amazonas (Blumenau), União (Timbó), Tupi (Gaspar) e outras grandes equeipes.


Em pé: João Anacleto da Silva, Luiz Belli (Zinho), Jair, Ari Merico, Nilo Espíndola, Acácio, Aderbal Bork (Balinho), Carlos Belli (Carlinho), Rubens de Borba (Rubinho), Ilton Bluning (Todas), Adilson Teixeira e Seu João. Agachados: Fausto, Áureo, Tinho Barni, Valentim, Luís Batista, Altair Marchi (Tica) e Nelson Gamba.

Grandes equipes amadoras?
Destacaria: 14 de junho (Bateas), Cedrense, 7 de setembro (Zantão), Santa Luzia, América (Steffen), Nacional, Aymoré (Gums da Guabiruba).


A família - Festa do Colono em Itajaí - 2003 - Andreza e Gláucio, Calinho, Irene, Carlos André e Zeno Belli.

Equipes profissionais?
Figueirense, Chapecoense, Avaí, Guarani (São Miguel do Oeste), Próspera (Criciúma),Ferroviário (Tubarão), Internacional (Lages), Caxias e Américas(Joinville), e outras equipes.

Grandes atletas amadores?
Entre tantos, citaria: Lico Fuchs, Nico Knaebe (in memoriam), Jair Silva, Zinho Belli, Natal, Ivinho, Rubinho Bork, Nilo Espíndola e Ari Merico.

Grandes atletas contra os quais atuou?
Atuei contra grandes craques: Balduíno, Zenon, Rubens, o popular Rubão (goleiro do Metropol), Moenda, Linha (Caxias), Fontan (Caxias), Pinga (Figueirense), Lico (Avaí), Zé Carlos (goleiro do Marcílio Dias) e outros.

Grandes treinadores?
No amador, o saudoso Mário Vinotti e nos profissionais, Esnel, Iracy Matins, Norival Mosimann e Julinho Hildebrant.

Dirigentes?
Como Presidente, Arno Carlos Gracher (in memoriam) e, como Diretor Esportivo, Nilo Debrassi e outros grandes dirigentes.

O futebol amador, hoje?
Não tenho acompanhado muito de perto.

Uma palhinha da vida profissional?
Viajei de caminhão, tinha açougue, e autônomo – tínhamos caminhão, como motorista.

Administração municipal?
Admiro muito, sou fã do Ciro e tenho até amizade com ele.

O Brasil tem acerto?
O Brasil tem tudo para dar certo...mas está faltando alguma coisa.

Como vive Calinho, hoje?
Vou levando a vida como Deus quer... tenho que cuidar um pouco da alimentação e presido a Agro-Brusque.

Referências

  • Jornal Em Foco. Entrevista publicada na semana de 07 a 13 de março de 2005. 

Francisco Assis dos Santos- popular Chico



FRANCISCO ASSIS DOS SANTOS, popular Chico: Filho de Luz Gonzaga dos Santos e Isaura Freire de Mendonça. Natural de Mossoró, Rio Grane do Norte em 27 de março de 1935, segundo o Chico, um dia quente. São em 9 irmãos: José Mendonça, o Déquinha (in memoriam), José dos Santos, Antônio, Margarida, Simão, Lúcia, Anunciação, Carlos e Francisco Assis, o Chico. Cônjuge: Olga Machado dos Santos, casados aos 08.06.68. Torce pelo C.A. Carlos Renaux, Santos e Flamengo

Os irmãos seguiram a prática do futebol?
 

Só foram para o futebol: o Déquinha e eu.

E o apelido Chico?
 

O apelido Chico é comum para os que têm o nome de Francisco.

Em que equipes atuou?
 

Fluminense, Bangu e Ferroviário, todos de Mossoró/RN. Em 52, o Déquinha viu eu jogar lá em Mossoró e me levou para o Mengo. Em 53, fui para os aspirantes, sagrando bi campeão carioca de aspirantes em 55/56, tendo atuado duas partidas na equipe principal do Mengo. O jogo 1452, realizado em 27.03.55, o mengo aplicou e 4 x 1 no Fonseca, Niterói/RJ, um amistoso estadual , no Estádio Caio Martins, tendo Apitado o jogo, o juiz Amilcar Ferreira. O Flamengo atuou com Garcia, Tomires, Pavão, Servílio, Luiz Roberto, e Jadir, Baba, Duca, Henrique, Dida, depois Chico e Zagalo, depois Esquerdinha. Os gols foram anotados por Jorge para o Fonseca, e Dida, Duca e dois de Babá para o Mengo. E o jogo 1530, transcorrido em 08.07.56, em que o Flamengo venceu por 6 x 1, a equipe do Serrano, também num amistoso estadual, em Petrópolis/RJ , tendo o Flamengo atuado com Ari, Joubert e Jorge David, Servílio, Luiz Roberto e Nilton Copolillo, Joel, Duca, Babá, Henrique e Chico. Os gols foram anotados por Cosme para o Serrano, e dois de Henrique, dois de Duca, Chico e Babá para o Flamengo. Em 57, fui para o Londrina, tendo sagrado campeão do Norte do Paraná. Em 59, fui para o Coritiba, ajudando a equipe a levantar o tetra, do sul do Paraná e o Bi estadual do Paraná; de 64 a 67, Guarani de Blumenau, joguei com o Nilo e Celso Boing, Di Bork, e com o Euclides Bianchini; em 67, vim para o C A Carlos Renaux, permanecendo até 1970, tendo sob a presidência - no CACR – Ivo Mário Visconti, treinado a equipe por três meses.
Além de campeonatos regionais disputou outros campeonatos?
Disputei duas taça Brasil: numa delas fomos eliminados pelo Palmeiras: 2 x 0, 3 x 1 e 4 x 2. Na outra, em 1960, eliminamos o Paula Ramos 1 x 1 e 5 x 1 e com o Grêmio perdemos no ‘ cara ou coroa’ ; 1 x 1 , 3 x 3 e 0 x 0, na prorrogação.

Muitos títulos?
Em 16 anos, 9 títulos: 55/56 bi campeão de aspirantes – campeonato carioca; em 57, pelo Londrina, campeão do norte do Paraná; de 59 a 62, tetra campeão pelo Coritiba, zona sul do Paraná; em 59 e 60, fomos bi estadual no Paraná, também pelo Coritiba.

O que é vestir a camisa do Mengo?
É um orgulho indescritível ... pra gente; é uma glória poder fazer parte da trajetória do time mais querido do Brasil.

Falando em Mengo, como surgiu o clube?
Reza a lenda que o Flamengo é filho do Fluminense. O Flamengo é um pouco mais antigo. Nasceu como clube de Remo em 17, simbolicamente dia 15 de novembro de 1895. Foi um desentendimento entre 9 jogadores e a direção do Flu que determinou a criação do Departamento de Sports Terrestres do Mengo.

A que atribui-se a maior torcida do Brasil?
Aos primeiros títulos, conquistados em 1914 e 1915. A José Bastos Padilha, que presidiu o Clube entre 1933 a 37, abrindo as portas aos jogadores negros: Domingos da Guia e Leônidas da Silva; ao atacante Zizinho, que com sua genialidade manteve viva, ao longo dos anos 40, a chama acessa por Padilha; ao rolo compressor , time que ganhou o tri em 55; a Zico, o maior jogador da história rubro-negra, que colecionou títulos no período 78 a 83.

Fatos marcantes?
Ter anotado o gol da vitória do Coritiba contra o Ferroviário e, levantando o Título; ter marcado um gol na vitória contra o Serrano, com a camisa titular do Mengo; uma das melhores partidas que disputei foi contra o Corinthians, que era na época campeão paulista. Vinha de 33 partidas invictas. Perdíamos o primeiro tempo por 2 x 1. Logo no início do segundo tempo empatei. Resultado: vencemos por 4 x 3.

Para encerrar?
Paixão. O combustível da vitória e meu clube de coração é o mengo.

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  Chico (Londrina), Índio (Corinthians), Melado (Londrina) e Tonho (massagista)

 

Flamengo 1956

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Nilton  Bororó, Wilson, Sassinelli, Chico e Goiano

 Londrina 1957

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  Melado, Chico, Cortez e Mané 

 

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Referências

  • Entrevista publicada em 14 de março de 2003. 

 Carlos Henrique Wehmuth -popular Carlinhos


Nosso entrevistado, Carlinhos.
Filho de Leopoldo e Berta Klabunde Wehmuth, natural de Gaspar, nascido aos 19.10.42; são em três irmãos: Claudete, Cleusa e Carlos Henrique. Cônjuge: Marisa Cervi Wehmuth. Casados aos 06.08.1966. 3 filhos: Evandro Henrique, Alessandro Henrique e Lysandra Helena; dois netos: Ricardo Henrique e Isadora. Torce para o Vasco da Gama, Corinthians e pelas equipes que representam Brusque. 


Os colegas da Câmara.

Uma palhinha sobre a descendência?
Evandro Henrique casou com Regina; Alessandro Henrique com Ileandra, tendo o filho Ricardo Henrique; Lysandra Helena casou com Adailton Gamba, filha Isadora. 


Atletas do C.A.C. Renaux.

Como foi sua infância e juventude?
Foi uma infância e juventude marcada pela educação rígida, própria das décadas de 50 e 60, mas com liberdade para os lazeres da época.


Idos de 67, equipe do Renaux.

C.A.C. Renaux.

Como conheceu a Marisa?
Foi quando iniciei a jogar futebol no tricolor brusquense, num encontro no Carlinhos Bar – anexo ao Hotel Gracher – onde atualmente está instalado o Shopping Gracher.


Guarani.

Vida profissional?
Trabalhei na Indústria Têxtil Gaspar, Cia de Cigarros Souza Cruz, Archer S/A Comércio e, atualmente trabalho na Câmara Municipal de Brusque.


Paysandú.

O que engloba suas atividades no dia a dia da Câmara?
Assessoria Jurídica e Legislativa.

Quais as administrações - municipal – ocuparam mais a Câmara com Projetos de Lei?
Não há como apontar, pois todas as administrações apresentaram projetos de importância para o Município, cada uma marcando sua época.

Exceto a atual legislatura, quais vereadores tiveram destaques no batalhar pela comunidade brusquense?
Não há como individualizar, pois as decisões eram tomadas pelo colegiado, onde o destaque perdia-se na pluralidade de idéias e decisões.

E no futebol?
Atuei pelas equipes: Tupi de Gaspar, C.A. Carlos Renaux, C.E. Paysandu e Guarani, da General Osório.

Posição em que atuava?
Quarto zagueiro e às vezes no meio campo.

Qual a melhor partida que fez?
Nunca esqueço do jogo feito contra o Perdigão de Videira, jogo este que praticamente deu impulso a minha carreira.

Marcou algum gol que ficou na lembrança?
Foi num jogo pelo Paysandu contra, se não me engano, o Barroso de Itajaí, onde ganhamos um torneio em que participaram: o Paysandu, C.A. Carlos Renaux, Marcílio Dias e Barroso.

Uma vitória marcante?
Foi naquele jogo contra o Perdigão, pois o adversário tinha sido campeão do Estado e nunca havia perdido em seu estádio.

Grandes dirigentes?
O futebol brusquense sempre teve grandes dirigentes, pessoas abnegadas e que fazem o esporte com amor.

Grandes treinadores?
Grandes treinadores de minha época: Esnel, Julinho R. Hildebrandt, Dirceu, Itamar Montezor.

Grandes atletas?
Fico no Estado com: Teixeirinha, Nilo, Pereirinha, Norberto Hope, Dino, entre tantos que acompanhei e tive a honra de atuar junto.

Como avalia sua vida esportiva?
Considero como boa, tendo atingido a satisfação. Foi marcada por grandes vitórias na vida profissional e, na vida afetiva pela conquista de grandes amizades, quero ressaltar minha passagem também pelo C.E. Paysandu, onde contribuí também grandes amizades.

O Brasil tem acerto?
Tem, basta os administradores públicos conscientizarem-se e passarem a respeitar os cidadãos contribuintes.

Carlinhos, hoje?
Trabalho na Câmara Municipal e como lazer, jogo futebol de vez em quando, e curto os netos.

Referências

  • Jornal VOZ DE BRUSQUE, na semana de 23 a 30 de outubro de 2005. 

Ademir de Andrade


Ademir no CACR, em 76 e no Paysandú, idos de 82.

ADEMIR DE ANDRADE: Filho de Walter de Andrade e Célia Avelar de Andrade, natural de Volta Redonda, nascido aos 15.02.56; quatro irmãos: Walter Filho, Sandra, Jane e Ademir; um filho: Rafael Scheibel de Andrade. Torce pelo Palmeiras e C R Flamengo.


Volta Redonda, idos de 76.

Como foi sua infância e Juventude?
Fui uma criança normal que adorava futebol e como, adolescente, convivi com vários colegas de minha idade e freqüentei a A.A. Comercial em Volta Redonda.


Santo André, idos de 78.

Equipes em que atuou?
Iniciei na A.A. Comercial em Volta Redonda, em 76, fui para o Volta Redonda, em 77, vim para o S. Brusquense, em 78, primeiro semestre no Santo André e no segundo, atuei pelo Vila Nova – Goiás, em 79 e 80, retornei ao Vovô do Futebol Catarinense e as temporadas de 81 e 82, vesti a jaqueta alvi-verde da Pedro Werner. Após a passagem, pelo Paysandu, atuei no futebol amador, defendendo o 10 de Junho, Guarani e Santos Dumont.

Posição?
Zagueiro central.

Como foi sua passagem do amador para o profissional?
Fui disputar uma partida preliminar entre Vasco da Gama e Volta Redonda, atuando pelo A.A Comercial, contra os juvenis do Vasco, tendo sido eu e o goleiro Leite, destaque naquela partida, acabou que fomos convidados para atuar nos juvenis do Vasco e para a equipe profissional do Volta Redonda, como o Voltaço estava formando a equipe profissional para o campeonato carioca, preferimos vestir a jaqueta do Volta Redonda.

Vitória inesquecível?
Foi em partida como profissional, atuando fora de minha posição, na lateral direita, tendo boa atuação, quando precisávamos da vitória contra o Madureira (RJ), para escapar da repescagem e vencemos por 2 x 1.

Derrota atravessada?
Foi atuando pelo Renaux contra o Palmeiras (Blumenau), dia de meu aniversário, tive a infelicidade de marcar um gol contra, perdemos 1 x 0.

Gol memorável?
Foi pelo campeonato catarinense, no Estádio Augusto Bauer, contra o Juventus (Rio do Sul), em cobrança de falta, vencemos por 1 x 0.

Grandes dirigentes?
Entre outros: Leonardo e Juca Loos, o saudoso Vinícius Barbosa, Darcy Pruner, Gerhard Nelson Appel, José Orlando Battistotti.

Grandes Treinadores?
Paulinho de Almeida, Natanael Ferreira, Jorge Ferreira, Sebastião Lapola, Áureo Maeiverni.

Grandes árbitros?
Dalmo Bozzano e José Carlos Bezerra.

Grandes atletas?
Leite – goleiro da A.A. Comercial, Valdir Appel, Aloísio, Fred, Ademir Socadinho, Acelino ( no Volta Redonda -Voltaço), Tulica,, Góes, Mazzolinha (no Santo André), o saudoso Dirmael, Reinaldo e Paulo Sérgio, Ronaldo (goleiro do Renaux), Alemão, Toninho Vanusa, Humberto Ramos e Ademir Padilha (in memoriam), do C.E. Paysandu e ainda, o Mala (Paysandu e 10 de Junho).

Referências

  • Jornal Em Foco. Entrevista publicada 19/28 de fevereiro de 2007. 


Ademir Luiz de Souza - popular  Ademir Toto


Equipe do C.A. Carlos Renaux, idos de 78, em que o tricolor foi derrotado por 4 x 2, pelo Fluminense, tendo Ademir Toto.
ADEMIR LUIZ DE SOUZA, popular Ademir Toto: Filho de Emílio J. de Souza e Osvaldina de Souza, natural de Brusque, nascido aos 13.07.57. São em cinco irmãos: Norival, Terezinha, Márcia, Carlos Alberto e Ademir Luiz. Cônjuge: Jane Ferraco de Souza, casados aos 24.07.82; dois filhos: Ricardo e Renato. Torce para o Santos e Flamengo. 

Como foi sua infância e juventude?
Eu era um moleque brincalhão, que gostava de correr atrás de uma bola.

Como surgiu o apelido?
Surgiu, quando criança, jogando futebol, todos tinham um apelido e eu também não escapei... Toto.

Clubes em que atuou?
Iniciei nas categorias de base do Santos Dumont, e como profissional no C.A. Carlos Renaux, depois: Brusque, Juventude (Caxias do Sul), Marília (São Paulo), e Juventus (Rio do Sul).

A Posição em que atuava?
Meia direita.

Grandes Atletas com quem atuou ou jogou contra?
Ivanildo e Cassemiro ( Juventude), Manguinha e Jorginho (Marília), o goleiro Catito e Edson Scott (Juventus), Paulo Garça (Renaux) Edinho e Rivelino (Fluminense).

Grandes treinadores?
Joel Castro Flores e Gainete.

Grandes dirigentes?
Juca Loos e Valmir... (Juventude).

Grandes árbitros?
Alvir Rensi e Iolando Rodrigues.

Vitória inesquecível
Foi em partida pelo Estadual, em jogo contra o Caçadorense em Rio do Sul, atuando pelo Juventus, vencemos por 3 x 1, tendo feito dois gols.

Gol que lembra com carinho?
Foi o primeiro gol, atuando pelos profissionais do tricolor brusquense, em partida disputada contra o Avaí. Vencemos por 1 x 0.

Derrota atravessada?
Foi contra o Avaí, quando perdemos por 1 x 0, gol anotado pelo Lourival, se tivéssemos vencido, passaríamos para o quadrangular final.

Referências

Jornal Em Foco. Entrevista publicada aos 11/18 de agosto de 2007


Nelson Klabunde


Nosso entrevistado, Nelson Klabunde.
NELSON KLABUNDE: Filho de Ricardo e Alma Hoschprung Klabunde, natural de Brusque, nascido aos 20.03.40; São em quatro irmãos: Lídia, Waldemar, Ivo e Nelson; cônjuge: Maria Celina Schuinden Klabunde; quatro filhos: Edmilson, Elisiani, Daiani e Ricardo Neto; três netos: Edmilson Jr., Gabriel e Mateus. Torce para o Sport Clube Brusquense e C.R. Flamengo.

Nelson recebendo homenagem como melhor Presidente da Liga Desportiva Brusquense.

Como foi sua infância e Juventude?
Minha infância foi praticamente toda dedicada aos esportes e minha juventude caracterizou-se em dançar, namorar ...

Roberto Kormann (Presidente do Conselho Deliberativo), Nelson Klabunde (Presidente) e Dorival M. de Oliveira (Vice-Presidente).

Equipes em que atuou?
Iniciei nos juvenis do Paysandu, depois juvenis do CACR, em seguida no Nacional, São Paulo –Rua Azambuja, Cedrense, Paquetá e no tricolor brusquense. Fundei a A. A. Paquetá – fui um dos co- fundadores da Associação Schlosser e da Associação Renaux. Fui treinador da A. A. Paquetá.


Nelson, treinador do Paquetá.

Posição?
Arqueiro e centroavante


Inauguração do Campo da A.A. Paquetá.

Mais goleiro ou centroavante?
Mais goleiro.


Carlos Andrade e Nelson Klabunde.

Vitória inesquecível?
Foi na parida entre CACR e Tiradentes- Tijucas, aplicamos uma goleada histórica: 16 x 0 e também, na inauguração do campo do Paquetá, atuando pelo Paquetá vencemos o CACR por 1 x 0 tendo eu anotado o gol.

Gol memorável?
Foi no jogo entre Paquetá e CACR, eu estava atuando no gol e estava 0 x 0, fui atuar como centroavante, fiz o gol e, retornei para a meta, fechando o gol. Vencemos por 1 x 0.

Derrota que ficou atravessada?
Foi atuando pelo Cedrense, o Ivo Mário Visconti, fez falta em mim, tendo que sair de campo, e não retornar mais naquela partida, resultando em derrota por 1 x 0, era uma decisão do campeonato da Liga.

Grande treinador?
Lauro Burigo.

Grandes dirigentes?
José Carlos Loos, popular Juca Loos, Gilberto Rau e João Paulo.

Árbitro?
Dalmo Bozzano.

E a LDB?
Por 12 anos presidi a Liga Desportiva Brusquense.

Principal meta de Nelson Klabunde, como Presidente do Sport Club Brusquense?
Fazer o Sport Club Brusquense retornar ao futebol profissional.

Como planeja chegar lá?
Já semeamos ao efetivar uma parceria com o empresário na área de futebol, Carlos Andrade, natural de Coimbra, Portugal, há 40 anos radicado no Brasil.

Aqui fizemos um pequena pausa na entrevista com o Nelson Klabunde e indagamos o empresário Português Carlos Andrade, em que implica a parceira?
Implica na organização e manutenção de uma equipe de futebol profissional, inicialmente, disputar a divisão de acesso, e que pretende com o apoio de todos os tricolores brusquenses, chegar na divisão profissional, ressalte-se, que a equipe já esta sendo preparada em Taboão – São Paulo; montar uma equipe de apoio, colocar um placar eletrônico, estruturando a recreação, montado uma sala de jogos para os atletas, convênio com a Extreme para a preparação muscular dos atletas; dispor de um fisioterapeuta, Alexandre Terra Magalhães, com oito anos de Corinthians Paulista, dotado com curso superior em acupuntura Ucrânia e Cardiológica, estamos finalizando a aquisição de um ônibus para transportar os atleta nos jogos de mando de campo dos adversários. Dia 15 de julho promoveremos um show com Felipe Dylon, no Pavilhão da Fenarreco.

Uma palhinha da vida profissional
Iniciei aos 13 anos na Têxtil Unida Ltda – Rua Azambuja, depois trabalhei por quase uma década na Cia. Schlosser e, finalmente, por mais de duas décadas no Planejamento e Controle de Produção – PCP, das empresas Renaux, quando então obtive o benefício previdenciário.

Depois de aposentado?
E, na administração do Danilo/Venzon, fui diretor de compras e suprimentos, por dois anos na Prefeitura.

A administração municipal?
A administração atual deveria de observar o esporte dentro da cidade, não admito dispor de campo no centro, se o interior não tem nada para praticar esporte. O Multiuso, como exemplo, só pode ser usado pelas classes mais favorecidas.

O Brasil tem acerto?
Tem acerto, só falta os dirigentes tomarem consciência de eles próprios virem a dar exemplo positivo, deixando a roubalheira.

Referências

  • Jornal Em Foco. Entrevista publicada em 08 de julho de 2006. 

Jair Antônio Vargas


Nosso entrevistado com Juca Loos e Badinho.

JAIR ANTÔNIO VARGAS: Natural de Vígolo, Nova Trento, nascido aos 09.07.71. Solteiro. São em seis irmãos: Iolina, Osni, Osnildo, Vicente, Gilmar e Jair. Torce pelo C.A. Carlos Renaux e pelo Flamengo. Preside o Tricolor Brusquense no biênio 19.02.04 a 19.02.06.

Como iniciou a carreira no futebol?
Em Nova Trento, atuava no Vígolo, depois vim para Brusque. No período de 90/93, disputei o campeonato da LDB, pelo Barreiros (Santa Terezinha).

Posição?
Centroavante

Como surgiu a Presidência do C. A. Carlos Renaux?
Vim de Vígolo, por volta de 1987, para treinar no tricolor brusquense; não tive chance de ser profissional, como era meu sonho, devido àquela fusão. Queria ser jogador de futebol, como não tive oportunidade, optei, então a presidir o Atlético Renaux, com o objetivo de dar oportunidade as crianças e jovens, sonhadores como fui.

Como está sendo planejado o retorno do Renaux?
Estamos planejando voltar ao profissional em 2006, com time de base que estamos formando e com alguns reforços de fora.

Como está caminhando o time base?
Hoje, estamos com aproximadamente 150 a 180 crianças, com o intuito de formar um time com base em 100% de prata da casa, realizando o sonho de alguns desses atletas, que possam a tornarem-se profissionais. Como nos tempos áureos do Paysandu e do Renaux, quando atingimos o auge, com destaque não só no cenário estadual, como, também, a nível nacional.

O que está sendo oferecido pela Diretoria para incentivar as crianças e jovens?
Com o trabalho implantado, altamente profissional, oferece-se em conseqüência, treinador, preparador físico, acompanhamento médico e toda uma disciplina, que um grande atleta possa ter. O objetivo maior seria que 100% delas se tornassem profissionais. Espera-se que, no mínimo, 10% dessa juventude venha a tornar-se profissionais.

Tem lugar para três equipes na cidade?
Tem, acho muito saudável em termos de competição, gerando a rivalidade e assim, forma-se torcidas e atletas no intuito de uma disputa salutar e, observando crescerem juntos.

E a participação de três representantes, do ponto de vista financeiro?
Infelizmente, se juntassem as três ou duas agremiações, daria para formar um grande time, representando a cidade, ressalte-e com apoio das indústrias e do comércio. A minha simpatia seria voltar o Brusquense E.C. que foi a continuidade do C A. Carlos R enaux.

Se a cidade fosse representada por duas equipes, como ficaria a terceira?
Seria o CEP e CACR ou o Brusque F.C. A terceira equipe formaria atletas para as outras duas ou com o tempo a terceira equipe voltaria profissionalmente.

Como está o Renaux em termos de sócios?
Estamos planejando trazer de volta todos os sócios antigos e trazer novos associados.

Como está o patrimônio tricolor?
O estádio – capacidade máxima de 8 mil torcedores – está em perfeita condições de uso para a disputa do campeonato catarinense, dentro das normas da FCF. A área do restaurante, administrativa e alojamento também em perfeitas condições. Inclusive, estávamos convocando para participar por mais sócios e diretores, para nos reforçar para o campeonato do próximo ano.

Atualmente quais os grandes nomes no tricolor?
Entre outros, citaria: Juca Loos, Badinho, Nelson Klabunde, Toni Nicolas, Roberto Kormann, Wilimar Fischer e Dorival.

Por derradeiro, alguma colocação?
Temos as reuniões, às quintas-feiras, a partir das 20 horas, contato 3044-1913, falar com Nelson Klabunde.

Referências

  • Jornal Em Foco. Entrevista publicada na semana de 09 à 16 de outubro de 2005. 

João Francisco de Moura- popular Moura

O entrevistado da semana é João Francisco de Moura, popular Moura, nascido em Uruguaiana-RS, aos 19.01.55; dois filhos: Alfeu Francisco de Moura e Rafael Vieira de Moura; torce para o Grêmio Portalegrense; Hoje é Consultor Financeiro Cicrisa - Galeria São José -sala 04


Nosso entrevistado, Moura.

Quais são suas primeiras memórias de infância?


Moura.
A copa de 70 no México

Sonho de criança?
Ser jogador profissional

Como foi sua juventude? O que você mais gostava de fazer para se divertir?
Jogar futebol com meus amigos

Quais eventos mundiais tiveram o maior impacto em sua vida durante a sua infância e juventude?
As copas do mundo vencidas´pelo Brasil

Pessoas que influenciaram ?
Padre Dionísio

Como era a escola quando você era criança? Quais eram suas melhores e piores matérias? De que atividades escolares e esportes você participava?
Ótima. Quanto às disciplinas: Matemática e Português as melhores,e as piores francês e inglês. As atividades preferidas: futebol e educação física.

Formação escolar?
1º grau completo

Primeira professora?
Maria Tereza no Colégio UNIAO em Uruguaiana

Uma grande professora? Por quê?
Maria Tereza, primeiro porque era professora por vocação e em segundo lugar, ela tinha muita paciência comigo e gostava muito de mim.

Equipes em que atuou?
Avaí Inter de lages, Rio do Sul, Carlos Renaux, Paysandu, Pinheiros, Rio Branco de Paranaguá, Marília, São Paulo, América de Natal, Itabaiana, Grêmio Porto Alegrense

Posição em que atuou?
Ala Direita

Títulos conquistados?
Tri-Campeão pelo juniores do Grêmio 72/73/74, Campeão Sergipano Pelo Itabaiana e Campeão Potiguar pelo América de Natal. Campeão pelo Paysandu (segunda divisão Catarinense)

Grandes atletas com quem atuou?
Angioleti no Itabaiana, Brandão e Rodinaldo no Carlos Renaux, no Avaí Zenon, Balduíno e Veneza, Iura no Grêmio. Joel Santana e Valdir Appel no América de Natal. O Valdir, popular Chiquinho além de um grande goleiro é amigo, até hoje quando nos encontramos recordamos o passado.

Grande dirigente?
Ciro Marcial Roza

Grande treinador?
Lauro Búrigo

Grande árbitro?
Dalmo Bozano

Um gol memorável ?
Gol da vitoria clássico sergipano aos 45 minutos de segundo tempo

Vitória inesquecível?
A mesma vitoria no clássico sergipano

Uma derrota que ficou atravessada?
América x botafogo pelo campeonato brasileiro de 1978 no maracanã 1x0 para o botafogo gol impedido do atacante Nilson Dias o VALDIR Appel era o nosso Goleiro.

Algo que você apostou e não deu certo?
Ser treinador de futebol

O que faria se estivesse no inicio da carreira e não teve coragem de fazer?
Na época no Avaí durante excursão no México recebi proposta para jogar no América do México e não aceitei porque meu companheiro de clube não quis ficar também.

O que você aplica dos grandes educadores, das aprendizagens que teve, no seu dia a dia?
Humildade, seriedade, ser solidário e respeitar o próximo.

Quais as maiores tristezas e alegrias que teve?
Tristeza foi o falecimento do meu pai, Alfeu Francisco de Moura, e a maior alegria o nascimento dos meus dois filhos com bastante saúde graças à Deus.

Como foi sua vida profissional até hoje?
A minha vida foi sempre dedicada ao futebol. Iniciei minha carreira no júnior do Grêmio, ressaltando-se que quando fui fazer teste tinham 40 meninos e só foram aprovados 2, para você ver como é difícil ficar em time grande - a concorrência é grande; Fomos campeões do Estado por três temporadas na categoria júnior. O Falcão era jogador do inter 76,77,78 só para lembrar participei de vários jogos na equipe profissional do Grêmio. Os gremistas irão lembrar que o Grêmio tinha o Flecha, atleta que veio do Santos no auge da sua carreira; registre-se gente muito boa, e mais Torino, Jorge Tabajara, Beto Fuscão, Humberto Ramos, Ivo Hortiman, um time recheado de craques parecia um sonho jogar ao lado daquelas feras, não esquecendo do Bira Lopes que jogou no Avaí - um craque que também e de Uruguaiana - atuou também no Grêmio naquela época e vários outros com os quais convivi e, inclusive me orientavam: “moleque não se esconde do jogo mostra que tem personalidade para jogar no Grêmio”. Minha vida se resume no futebol, e complementando: minha paixão ate hoje.

Referências

  • Jornal Em Foco. Edição de 24 de maio de 2011. 

  Aurélio Laus - popular Lukita


Nosso entrevistado Aurélio Laus., popular Lukita
AURÉLIO LAUS, popular LUKITA: Filho de Luiz Lindolfo e Ana Roncelli Laus, natural de Brusque, nascido aos 15.04.42. São em três irmãos: Moacir, Nargal e Aurélio; um filho: Eder; um netinho; Torce pelo C.A. Carlos Renaux, Corinthians e Vasco da Gama. 

Como foi sua infância e juventude?
A infância foi muito sofrida... muito trabalho: buscar leite, animais, entregar leite, buscar carne na Renaux para terceiros. Na juventude gostava de caçar, pescar e jogar futebol.

Como foi sua carreira?
Iniciei no infanto-juvenil do C.A. Carlos Renaux, com 15 anos de idade, passando para o titular da meta do tricolor brusquense, onde permaneci, por aproximadamente, oito temporadas; em seguida fui para o Paysandu, permanecendo por uma temporada.

Posição?
Goleiro.

Uma grande defesa?
Foi numa partida entre Renaux e o Palmeiras, em Blumenau. Estava mais para o canto direito, e a bola foi chutada no alto do ângulo esquerdo, saltei lá no terceiro andar e cai segurando a redondinha firme. Fui aplaudido de pé.

Um vitória inesquecível?
Foi atuando pelo C.A.Carlos Renaux Diante do Figueirense, em jogo realizado em Florianópolis, pelo Certame Estadual. Vencemos por 1 x 0.

Grandes treinadores?
Laerte Dória e Alípio Rodrigues.

Grandes dirigentes?
Tônica Pereira, Arno C. Gracher, Adriano Schaefer, Lélo Bauer.

Grandes atletas com quem atuou junto?
No tricolor brusquense: Teixeirinha, Petruscky, Euclides Bianchini, Ivo Willrich (in memoriam), Pereirinha (in memoriam), Merízio (in memoriam), Brandão, e no verde branco da Pedro Werner: Julinho Hildebrand, Nilo Boing (in memoriam), Godoberto, Mima ( in memoriam).

Grandes equipes na época?
Avaí, Figueirense, Marcílio Dias, Barroso, Olímpico, Palmeiras, Carlos Renaux, Paysandu, Caxias, América, Metropol e Ferroviário.

Brusque com duas ou três equipes?
Ah, Carlos Renaux e Paysandu, que representam a tradição, com o Brusque não existe aquela animação da galera.

Referências

  • Jornal Em Foco. Entrevista publicada em 13/18 de fevereiro de 2006. 

Arno Guilherme Fuchs, popular Lico


ARNO GUILHERME FUCHS, o popular LICO: Filho do saudoso Ervino Fuchs e Edeltrudes Steffen Fuchs; natural de Brusque, nascido aos 08.08.53; casado com Jusemar Steffen Fuschs, tendo duas filhas: Carine e Priscila. Torce para tricolor brusquense e pelo Mengo.  

Como foi a sua infância?
 

Como a maioria dos garotos daquela época, era futebol, tomava banho de cachoeira, caçava e freqüentava o Alberto Torres, cursando o Primário.

Sonho de criança?
Ser jogador de futebol e caminhoneiro.

E a juventude?
 



Continuei estudando no Alberto Torres, tendo terminado o segundo grau, praticava futebol, desfrutava da cachoeira e namorava.

Equipes em que atuou?
 

Iniciei com 10 anos no 1 de junho de Bateas. Em 73, fui para o Paysandu, quando o saudoso Arno Carlos Gracher adquiriu meu passe para integrar o elenco do tricolor da Lauro Muller –CACR. Em meados de 78, fui emprestado ao Bahia, tendo permanecido lá por uns seis meses, retornei ao CACR. Em 79, fui para o Avaí, disputar o Roberto Gomes Pedrosa, também por uns seis meses e retornei novamente ao CACR, sendo que em maio de 80, fui para o São Bento de Sorocaba, disputar o Campeonato Paulista da Primeira Divisão, permanecendo lá por duas temporadas, retornando novamente ao Vovô do futebol catarinense e, em 84 encerrei a carreira.

 Posição em que atuava?
Lateral direito.

Títulos obtidos?
 
Campeão Baiano em 78.

Gol inesquecível?
Foi um gol anotado lá pelos 41 minutos da etapa final, no Orlando Scarpelli, contra o Avaí, pelo Campeonato Catarinense, possibilitando a vitória por 1 x 0. Ressalte-se, que havia casado no sábado e o pessoal ficou festando e durante as festividades e o saudoso Nilo Debrassi foi me buscar para a concentração. O pessoal continuou festando até eu retornar da capital. A festa ficou mais alegre pela vitória e pelo gol consignado por mim.

Vitória memorável?
Foi a partida contra o Guarani de São Miguel do Oeste, jogo de abertura do Catarinense, pelos 40 minutos dos segundo tempo, que nos deu a vitória por 1 x 0. Sai comemorando na direção do alambrado e meu saudoso pai, que estava encostado no alambrado, chegando a fazer um corte no nariz dele.

Derrota que ficou atravessada?
Foi uma partida entre o CACR e o Paysandu, estava num dia infeliz e nervoso, tendo inclusive cometido uma penalidade máxima; o treinador, Natanael Ferreira, me substituiu , prevendo uma possível expulsão.

Grandes dirigentes?
O saudoso Nilo Debrassi.

Grandes treinadores?
Joel Castro Flores (CACR em 76) e Zezé Moreira (no Bahia em 78).

Árbitros?
Dalmo Bozzano e José Carlos Bezerra.

Grandes atletas com quem atuou?
Destacaria entre tantos: no Paysandu: Dino, Edson Cardoso (in memoriam), Mica Mattiolli e, Reni; no CACR: Messias, Jairzinho, Ronaldo (goleiro), Almir, Niltinho e Ricardo Hoffmann; no Bahia: Fito, Douglas e Baiaco; no São Bento de Sorocaba: Márcio (goleiro), Dodô, Serelepe e Gatãozinho; no Avaí: Orivaldo e Veneza.

Alegria?
O nascimento das duas filhas: Carine e Priscila e das três netas: Alícia, Amanda e Larissa.

Tristeza?
A perda do pai Ervino, do sogro Harry Steffen e da sogra Isolete, registrando que o falecimento da sogra ocorreu quando atuava pelo Bahia

Uma palhinha da vida profissional?
Além do futebol, trabalhei na Intelba, na Krieger, tendo iniciado como auxiliar de cobrança e depois, passei a Motorista; depois na Trichê, em seguida, na Aradefe, em ambas, como Motorista e, obtive o benefício previdenciário em 29.05.09.

Referências

  • Matéria publicada no EM FOCO, em 23 de novembro de 2010. 

Ariberto Steffen, popular Beto Steffen


ARIBERTO STEFFEN, popular Beto Steffen: Filho de Adolfo e Irene (in memoriam); natural de Brusque, nascido aos 31.07.49. São em nove irmãos: Isolete, Ariberto, Pedro Paulo, popular Nule, Ingo, Sérgio, popular Piga, Vilmar, popular Néca, Márcio, Maria Luiza e Vera Lúcia. Cônjuge: Sheila N. de Resende Steffen, casados aos 16.06.76; duas filhas: Tatiana e Vanessa; um neto: Alexandre. Torce pelo CACR, Corinthians e Botafogo. Foi ator na TV educativa, na Globo e no filme “ Os trapalhões na ilha do tesouro”.

Em que equipes atuou?

Iniciei ainda criança no América F.C.- juntamente com você e outros colegas – quando o America esteve licenciado, fui para o 14 de junho de Bateas, retornando em 67 ao América, permanecendo nesse clube até 70, quando fui para o Clube Atlético Carlos Renaux, equipe por qual atuei por seis meses, sob o comando de Itamar Montresor, ai fui para o Paysandu, treinado pelo Paulico Coelho, permanecendo no “mais querido” até a ida para o Rio de Janeiro em 19.02.71.

Títulos obtidos?

Campeão infantil pelo 14 de junho de Bateas em 63 (Você era o goleiro suplente do Marchi, popular Tim); bi-Vice Campeão pela mesma equipe em 64 e 65. Vários títulos de torneios com a jaqueta do América F.C., como o de Limeira em 67, sendo o mais especial ter sagrado campeão invicto em 69, na Taça Celso Teixeira.

Fale de sua vida profissional, a ida para o Rio de Janeiro e a atuação como ator

Inicialmente trabalhei com meu pai na lavoura, depois, por um período de cinco anos auxiliei meu pai no Armazém, que ele tinha na rua Guilherme Steffen e em 19.02.71, fui para o Rio de Janeiro. Meu primeiro emprego na cidade maravilhosa foi na Churrascaria Kareta – na rua Visconte de Pirajá, Ipanema – onde permaneci por um ano. Em seguida – 1973 – na TV Educativa, também por um ano, em 73/74, trabalhei no Projeto João da Silva, primeira novela educativa no Brasil. Depois atuei no cinema: Os trapalhões na ilha do tesouro, com Renato Aragão, Dedé Santana, Mário Cardoso e Eliane Martins, entre outros. Na sequência, em 75, fiz teste na Globo, para atuar na terceira fase da novela Escalada, obtendo o primeiro lugar, quando atuei com Tarcísio Meira, Renee de Vielmond, Suzana Vieira e Cecil Thire ( que foi Diretora na Globo e atuou no Chico Anísio), Reni de Oliveira, Nei Latorraca – meu personagem foi o Rodolfo. Em seguida, atuei na novela: O Bravo, Anjo Mau, Corrida e, por último, em O Astro. Registre-se, que ainda, fiz vários comerciais para TV, inclusive o primeiro comercial da Keiser do Brasil, quando a fábrica ainda era em Divinópolis. Fiz também na TV Educativa, “conversa no Orelhão”. Tive participações no Programa Moacir Franco. E seguindo, fui convidado para ser Representante Comercial da Carvi – importação e exportação, tendo aceito, permanecendo por cinco anos. Depois fui para a Papilon, importação e exportação, onde fiquei por dez anos. Aí abri a empresa – Diretor Presidente – da Felipe Cadran, no ramo da ótica – óculos –mantida por três anos. Fiz também, fotonovela na revista Manchete. Em dezembro retornei para rever os familiares e amigos, permanecendo, ainda, por aqui. 

Atuou no futebol no Rio de Janeiro?
 

Atuei numa equipe na Barra de Tijucas, que pode ser comparada com a de seu Paysandu aqui,

Fatos marcantes?

A tristeza da perda da Copa do Mundo de 82, com uma das melhores seleções canarinho; a alegria de ser presidente em 92/93, do bloco carnavalesco, do Leblon: “Só bebe quem tem sede”; a alegria de ter sido carregado nos ombros, por amigos, quando o alvinegro carioca levantou o caneco de 89, após um jejum de vinte anos; ter participado da criação do Sindicato dos atores em 74, no Rio de Janeiro; e ter atuado com Valério, Flazão, Humberto, Bianchini (lateral Direito), e Ivan Bianchini, no Carlos Renaux e com Pereirinha – num dos últimos anos em que atuou, e com Reni Fuchs, no mais querido e ter desfilado pelo América F.C. nos idos de 69.

Que atletas inspiraram para que tivesse sucesso no futebol?
 

Tive inspiração na garra do Marcelino P. Pereira, na elegância e técnica de Egon Maffezzolli e no oportunismo de Harry Steffen. 

Grandes atletas do futebol amador?
 

Entre outros, citaria: Reni Fuchs, Lico, Beto Fuchs, Luiz Hamilton Martins, os irmãos Teske, e os que atuaram na equipe do América, quando sagrou-se campeã invicta de 69, na Taça Celso Teixeira.

Partida memorável?
 

Foi contra sua equipe, o Santa Luzia, só que naquela oportunidade você não estava mais; a partida foi no estádio Maria Steffen, em que empatamos em três tentos. Fiz dois gols. O goleiro Edgar e eu fomos considerados os melhores em campo. E olha que o Santa Luzia tinha um timaço!

Grandes atletas do tricolor brusquense?

Teixeirinha, Petruschy e Agenor.
Do clube esmeraldino?

Ivo Willrich (in memoriam), Pereirinha (in memoriam), e Reni Fuchs.
Treinadores?
Itamar Montresor e Werner Régis.

Dirigentes?
Entre outros, citaria: Werner Régis, Max Teske (in memoriam), Erich G. Morsc (in memoriam), Rolando Fochner ( in memoriam), Valdir Caetano, popular Tatu (in memoriam).

Uma lembrança positiva?
O retorno do América F.C. em 67, quando, inclusive, vencemos o torneio na Limeira.

O América F C – Steffen - ontem e hoje?
Ontem, convivia-se com grandes atletas do local; contávamos com uma equipe titular e uma de aspirantes. Hoje, não temos mais jogadores.
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Referências

  • Matéria publicada em A VOZ DE BRUSQUE, aos 21 de novembro de 2003. 


Agenor Cipriano


Entrevista Harry Kormann - Luiz GianesiniAGENOR CIPRIANO: Filho de João Ernesto e Maria Caetano Cipriano; natural de Brusque, nascido aos 20.07.65. São em 7 irmãos: Ernesto, Jandira, Vilson, Valcir, Arno Roseno e Agenor. Cônjuge: Alexsandra Regina da Silva; quatro filhos: Leonardo, Tatiani, Eduardo e João Luiz. Torce pelo C.A. Carlos Renaux, Santos e Flamengo.

Equipes em que atuou?
 

Iniciei aos 16 anos no infanto-juvenil do C.A Carlos Renaux, depois passei a atuar nos juvenis, júnior, suplente da equipe titular; como a enchente de 84, acabou com tudo, fui para a Associação Buettne, tendo disputado o campeonato da Liga e o estadual de amadores; atuei em seguida, em diversas equipes , uma temporada: no Guarani – o bugre da General Osório, no 10 de Junho de Guabiruba, no América F.C (Steffen); duas temporadas no Santos Dumont e Abresc (Águas Claras), e mais uma temporada no Brasília (Santa Rita), novamente no 10 de Junho, no Asa Branca de Apiúna, no expressinho do Blumenau, tendo sido campeão da Copa RBS, e ainda no Ferroviário (Rua São Pedro) e Cedrense, em 91, no Brusque.

Com a jaqueta do Brusque, disputou algum campeonato?
Sim, Estadual da Primeira Divisão em 1991.

Posição em que atuava?
Zagueiro central.

Gol inesquecível?
Foi o gol da vitória contra o Criciúma por 2 x 1, registre-se pelo campeonato estadual.

Uma vitória marcante?
Foi o jogo mencionado acima contra o Criciúma, que tinha um timaço, treinado por Luiz Felipe Scolari, equipe que sagrou-se campeã da Copa Brasil, tendo inclusive participado das Libertadores.

Uma derrota que ficou atravessada?
Foi contra o Chapecoense, em que perdemos por 3 x 2. Incrível como perdemos oportunidades de gols naquela partida realizada.

Grandes atletas com quem atuou?
Entre outros, citaria; Whashington, Clésio, Claudecir, Danival, Binho.

Grande treinador?
Veiga, no Brusque

Grande Dirigente?
Jorge Bianchini.

Grandes árbitros?
Aparecido Elias de Brito e Dalmo Bozzano.

Por que o futebol amador não tem mais o apelo que tinha?
O problema maior foi que as equipes começaram a pagar atletas e com isso o campeonato deixou de ser amador; ai foi se acabando, vez que as equipes não poderiam suportar tal carga financeira.

Brusque deveria ser representada por uma, duas ou três equipes?
Acho que Brusque poderia ser representada pelas três equipes, desde que fossem estruturadas, com escolinha; acredito que o caminho é ainda a divisão de base. A equipe que não tem base não subsiste , a equipe fica inflacionada.

Referências

  • Matéria publicada em A VOZ DE BRUSQUE, em 25 de março de 2006. 

 Valdir Eccel - popular Bragança


Nori Hassmann, Bragança e Nilso Tórmena.
VALDIR ECCEL, popular BRAGANÇA: Filho de Germano e Alma Eccel, natural de Brusque, nascido aos 13.03.40. São em três irmãos: Nilo, Ivete e Valdir; cônjuge: Yolanda Bonamente Eccel, casados aos 28.10.61. Dois filhos: Ronaldo e Loriane. Três netos: Rafael, Juliana e Mateus. Torce pelo C. A. Carlos Renaux e Vasco da Gama. 


Retorno de uma partida realizada em Taió.

Uma palhinha da descendência
Ronaldo casou com Suzana Bertoline, dois filhos: Rafael e Juliana. Loriane casou com Leandro Belli, filho: Mateus.

Em pé: Adolfo Ristow, Bragança, Mário Hassmann, Ari Hoffmann, Célio Fischer, Nori Hassmann, Moacir Hoffmann e Corréca. Agachados: Armando Imhof, Arno Pires, Fefeu, Nilo Haag, Miro Pires e Valério Petruschy.

Profissionalmente?
Trabalhei na Loja Renaux de 54 a 75 e, na Sociedade Concórdia de 76 até ano passado.

Em pé: Fantini, Nori Hassmann, Bragança, Nilso Tórmena, Ari Hoffmann e Moacir Hoffmann. Agachados: Arno Pires, Zélis Haag, Ivan Bianchini, Nilo Haag e Corréca.

Como atleta?
Iniciei como goleiro, nos juvenis do tricolor brusquense, fui para o América F.C., equipe da localidade do Steffen, depois para o Bugre da General Osório. Em 56, atuei o primeiro tempo na equipe do Paysandu contra o Paula Ramos, na entrega de faixas do campeonato estadual de 56 – no segundo tempo entrou o Daniel do Tupi de Gaspar. Fui reserva do Mosimann no C. A. Carlos Renaux, tendo atuado nas três partidas , das quatro disputadas contra o Hercílio Luz, de Tubarão, na decisão de 57. 


Vitor Visconti, Bragança e Herbet Heil.

Como foi àquela decisão?
A primeira partida, aqui, vencemos por 4 x 1, A segunda, em Tubarão foi 5 x 5, a terceira em Florianópolis, perdemos por 3 x 2, a quarta, também, em Florianópolis, com o retorno do Mosimann, perdemos por 3 x 1.

Como foi a sua ida para o Bugre?
Disputamos uma partida contra o Guarani, registre-e, na época, um timaço, perdemos por 3 x 1, no final da partida o presidente bugrino, Pubi Shermer, me convidou para ir para o Guarani e acabei indo.

Melhor partida que fez?
Foi no empate em um tento lá em Blumenau, com o Guarani de Itoupava.

Grandes atletas do Bugre?
Miro Pires, Nori Hassmann e Orides Schartz.

Grande treinador?
Paulino M. Coelho, popular Paulico.

Grande dirigente Bugrino
Pubi Schermer.

Grandes atletas do América F.C.?
Ari Steffen, Marcelino Pereira e Egon Maffezzolli.

Grandes atletas do Renaux?
Teixeirinha, Isnel e Agenor.

Do Paysandu?
Heinz Appel, Patrocínio e Renô.

Fatos marcantes?
A perda do estadual em Tubarão, quando vencíamos por 5x 2 e, acabamos cedendo o empate e o o Bi-super campeão da LDB, pelo Guarani 64/65.

Referências

  • Jornal Em Foco. Entrevista publicada em 23 de agosto de 2003. 

Nelson José Bolognin, popular Nelsinho Bolognini

O entrevistado da semana é Nelson José Bolognini, popular Nelsinho Bolognini, nascido aos 28 10 1947, filho dos saudosos José Bolognini e Emília Pereira Bolognini; casado com Licir Wippel Bolognini. Três filhos:Rodrigo André,Ariane Luise e Ana Carolina.

Nosso entrevistado Nelsinho Bolognini com sua esposa Licir.

Como foi o início de sua trajetória no futebol?
Quando tinha 12 anos, escutei na rádio Araguaia, que o sr Mário Vinotti estava convocando garotos para formar um infanto-juvenil no Carlos Renaux, lá fomos e pela primeira vez calçamos uma chuteira, chuteiras essas que estavam em uma enchente – 1961 -que acabava de dar na cidade. Após esta apresentação fomos convocado pelo sr Mário para permanecer no clube. Em seguida passamos para o juvenil em com 16 anos estreamos no time de cima, atuando com as estrelas, Petruscky, Teixeirinha, Badinho, Pererinha, Sardo, Merízio e outros, isso em 1962 para 63.

Ariane, Ana Carolina e Rodrigo, e o bebê é o único neto (Arthur, hoje com 5 anos, filho do Rodrigo).

Uma palhinha de sua trajetória profissional e da sua história de vida?
Logo após comecei a trabalhar no banco agrícola mercantil, chamado pelo diretor de futebol o sr Jaques Brose, também gerente do banco. Sentindo que o futebol, não ia dar futuro, após ir treinar no Metropol e como não me deram emprego em um banco, voltei para a minha cidade e o meu banco, onde as saudades são grandes da época.

Posição em que atuava no futebol?
Lateral direito, depois meia armador

Grandes atletas com quem atuou?
Atuamos com atletas como: Teixeirinha, Petrusky, Badinho, Chelo, Bianchini, Pereirinha, Sardo Merizio, Bocinha, Alemão, Humberto, Juquinha, Belz, Julinho Hildebrand, Helio (in memoriam) Naure, Flázio, Valério, Luquita, Nilton Schaadt, Vinício Barbosa, Zé Carlos Natividade, e outros

Grandes treinadores?
Treinadores: Alípio Rodrigues, Nori Mosimann, Octávio José Bolognini, Manguilhotti, Dirceu, até o Mario Vinotti.

Grandes árbitros?
Bezerra, Octávio José Bolognini, Coelho, e outros que não recordo

Nelsinho Bolognini e equipe.

Um gol memorável que anotou? gols foram poucos pois na época os laterais só marcavam. Depois nas peladas ai jogando no meio com os veteranos marcamos muitos gols. O mais memorável foi na sociedade esportiva bandeirante, em um torneio interno. olhando o goleiro Mauro Maffezzolli que jogava sempre fora da área pequena, pois tinha muita agilidade, e percebendo o lance, chutamos a bola do meio do campo, vindo a cobri lo.

Uma vitória inesquecível?
Vitória inesquecível contra o Perdigão, primeira partida de um estadual, onde entregamos a faixa de campeão ao Perdigão, onde vencemos por 2 a 1, lá a em Videira. Ressalte-se que o time do Perdigão era formado só por atletas vindo do São Paulo e se tornou campeão estadual.

Títulos?
Não ganhamos nenhum título na época

Por que pendurou as chuteiras?
Deixando de jogar futebol profissional, pois não tínhamos tempo para treinar, e passei a jogar peladas com os veteranos de Brusque e la no bandeirante quando iniciamos o futebol de campo na sociedade. Infelizmente o sonho de jogar futebol virou uma decepção, pois na época era difícil jogar, não se recebia, jogava por amor e por gostar muito do Clube Carlos Renaux, as perspectivas eram pequenas. Mesmo treinando no Metropol de Criciúma na época o melhor time do estado, campeão diversas vezes e podendo ter ficado e seguido uma carreira promissora, resolvemos optar pelo banco.

Uma grande alegria como profissional?
Foi quando após diversas anos na organização bancária, tornei-me gerente, valendo salientar que fui o único na organização a ficar gerente na própria praça aonde iniciamos, motivo esse de uma das maiores alegrias que tivemos como profissional.

Por que o Brusque não deslancha?
O Brusque não deslancha porque já iniciou derrotado, apesar de ter sido campeão do Estado uma vez. Na ocasião da fusão, houve envolvimento político, sendo assim, conseguiu ficar campeão do estado e depois, nada mais. O futebol hoje tem que ser bem administrado, pois os recursos são escassos, quanto mais em uma cidade que ainda prevalece a rivalidade de Clube Atlético Carlos Renaux e o verdão Paisandu

O que as Diretorias do Renaux e Paysandu deveriam fazer com os patrimônios, caso não retornem com o profissionalismo?
Com os patrimônios, os dirigentes deveriam fazer uma permuta com alguma construtora e fazer uma sede social em outro local, com campos de futebol suíço, quadra de tênis e piscina olímpica, investindo em escolinhas de natação, futebol etc. Não vejo mais saída para o futebol profissional, pois os gastos são razoáveis e a arrecadação não cobre as despesas. Sendo assim, ficaremos na saudade dos velhos tempos de Carlos Renaux e Paisandu.

O que faz Nelson Bolognini, hoje?
Hoje atuo na área de vendas de seguro, com corretora no município de Guabiruba.

Lazer?
Cozinhar!!!! Nos encontros com os amigos ou para a família, cozinhar está entre meus principais momentos de lazer. Além de gostar de longas conversas e boas risadas entre os amigos, nas reuniões da "turma" durante a semana ou na praia, nos finais de semana de verão.

Referências

  • Jornal Em Foco. Edição de 26.02.13. 

Luiz Saulo Adami

Complementando a matéria quanto ao Centenário do Vovô do Futebol Catarinense entrevistamos o escritor e editor Saulo Adami. Nascido em Brusque em 21 de fevereiro de 1965, é filho de Tereza Conte e Luís Avani Adami, e é casado com a psicóloga Jeanine Wandratsch Adami.
Saulo Adami cria e desenvolve projetos sob encomenda com o selo editorial DOM. Há 30 anos no mercado, é autor de 56 livros nas áreas de literatura, biografia e história. O mais recente é o perfil biográfico do médico João Antônio Schaefer, Doutor Nica (DOM, 2012), que está movimentando as livrarias da cidade. Assim como o médico Nica, Adami é um apaixonado pela profissão que escolheu, quando era ainda menino, no Arraial dos Cunhas, interior de Itajaí, onde seus pais tinham uma casa de comércio. Neste momento, Adami é – como diriam os cronistas esportivos – “o dono da bola” quando o assunto é Clube Atlético Carlos Renaux, sobre o qual está preparando o livro comemorativo ao centenário de fundação do Sport Club Brusquense. Nesta entrevista, ele fala sobre o andamento da produção desta obra que vai abordar temas relacionados ao passado, ao presente e ao futuro da agremiação pioneira de nossa cidade.

O escritor Saulo Adami


Saulo Adami vai lançar o livro do centenário do Sport Club Brusquense em 2013
Foto: Jeanine Walndratsch Adami.

Como surgiu a proposta para a produção do livro sobre o centenário do Clube Atlético Carlos Renaux?
Fui convidado pelo presidente do clube, Juca Loos. Fiquei honrado com o convite, e um dia fui chamado para participar de uma reunião da diretoria, onde ouvi o que precisava para esboçar um perfil para o livro. Para mim, como escritor, é muito importante saber exatamente o que o contratante pretende passar com a obra que vou eu produzir, um diálogo que precisa ser mantido o tempo todo. Desta reunião surgiu a formatação do livro Com a bola toda! 100 anos do Clube Atlético Carlos Renaux, com lançamento em 2013.

De que forma está sendo produzido este livro?
Nosso ponto de partida, como em qualquer livro de história, é a busca por uma fonte fidedigna, produzida no passado. A fonte, neste caso específico, é o livro do padre Eloy Dorvalino Koch e do ex-prefeito Antônio Heil, Clube Atlético Carlos Renaux, lançado no início da década de 1960. A obra é um inventário precioso das atividades do clube, um privilégio que nem todos os pesquisadores têm à disposição, hoje em dia.

A releitura de uma obra como esta basta para contar uma história centenária?
É claro, meu trabalho não consiste em “transcrever o livro antigo” e dar continuidade a ele. Meu projeto vai muito além. As memórias de ex-jogadores e ex-dirigentes estão sendo as outras fontes mais consultadas. Fiz uma listagem tanto de entrevistados quanto de locais de preservação da memória esportiva, social e cultural. Estou verificando livros, jornais, revistas, acervos particulares de colecionadores e outros autores. Tudo está sendo considerado, tudo é importante para a reconstituição de uma história escrita em várias épocas.

Tem sido fácil coletar as informações para a obra?
Apesar da distância entre a fundação do Sport Club Brusquense, em 1913, e os dias de hoje, e o fato de que ainda tenho muito tempo pela frente até o fechamento da redação, o livro está em produção desde o ano passado, quando meu projeto foi aprovado pela diretoria e dei início às pesquisas e às entrevistas. No que se refere a entrevistas, estou tendo a colaboração da jornalista Giselle Zambiazzi, cujo trabalho está presente em outros livros que produzi (Rio do Oeste: a história oficial e as outras histórias, 2004; Vielen Dank, Herr Doktor! Dos primeiros médicos aos 40 anos da Associação Brusquense de Medicina, 2010; Arthur Schlösser e a criação dos Jogos Abertos de Santa Catarina, 2010; e Doutor Nica, 2012).

Como você tem sido recebido pelos entrevistados?
Com o entusiasmo de quem tem muitas histórias para contar! Quem não gosta de ser ouvido, quando o assunto é o time do coração? Quem não gosta de ter a sua memória valorizada, quando o assunto é a história da sua terra natal? O entrevistado deste livro é alguém comprometido (no bom sentido!) com a história do clube, com as suas conquistas, com as suas decepções, também. Sempre tem alguém disposto a colaborar, seja testemunha ou personagem da história que estou contando, e isso é uma motivação a mais para continuar meu trabalho.

Durante sua atuação como jornalista profissional, cobriu os clássicos de Renaux e Paysandu?
Na década de 1980, quando comecei minha carreira como repórter, pouco antes da enchente de 1984, trabalhei na sucursal do jornal O Estado, depois na Tribuna de Brusque. Tive oportunidade de cobrir poucos jogos do Clube Atlético Carlos Renaux. Eu conversava muito com jogadores e dirigentes que migraram para outros clubes, onde os entrevistava; outros profissionais de Renaux e Paysandu re-encontrei nos tempos em que cobria os jogos do Brusque Futebol Clube. Uma das experiências inesquecíveis eu vivi fora do campo, quando fui escalado para escrever sobre as cheias e fui verificar os estragos no Estádio Augusto Bauer: o gramado coberto de lama, as marcas da água suja nas paredes, a destruição... Infelizmente, era obrigado a fazer a cobertura das catástrofes, também. Mas, não gosto de falar sobre isso.

Que outras experiências você está tendo com a produção deste livro?
Pesquisar a história do Sport Club Brusquense é fazer uma viagem de volta ao passado da cidade. É sentir de novo o que os torcedores dos primeiros tempos sentiam: tudo era novo, tudo era paixão. Eram jogadores abnegados, dirigentes determinados, comprometidos com a cidade e com a sua gente. Não se trata apenas mais um time de futebol, se trata de O TIME DE FUTEBOL da cidade! Ver e sentir a emoção dos entrevistados é muito interessante – eles vão ditar o ritmo da narrativa e revelar aos leitores a alma do livro.

Além de escrever, o que mais cabe ao Adami, neste projeto?
O livro está sendo produzido com patrocínio direto de empresas de Brusque. Minha segunda função é coordenar a arrecadação de recursos necessários para a viabilização do projeto, mantendo meus colaboradores aquecidos, como se diz na linguagem do futebol. A enchente que assolou a região, em setembro do ano passado, atingiu estas empresas, o que prejudicou meu trabalho, mas nem por isso ele foi interrompido. Agora, tudo voltou à normalidade, estamos novamente visitando estes colaboradores. Vamos cumprir todos os prazos previamente estabelecidos com a diretoria do clube.

O Clube Esportivo Paysandu também está preparando um livro histórico. Isso o preocupa?
Curiosamente, antes de ser chamado pelo Clube Atlético Carlos Renaux, meu nome foi cogitado para escrever um livro sobre os 90 anos do Clube Esportivo Paysandu. Há quatro ou cinco anos atrás, participei de uma reunião, fui levado pelo Valdir Appel, para quem editei Na boca do gol (2006) e O Goleiro Acorrentado (2010), obras de referência para a história do futebol brasileiro. Conversamos sobre esta possibilidade, mas o projeto do Paysandu foi engavetado. Meus amigos Valdir Appel e Ricardo Engel – para quem editei Pedalando pelo tempo: História da bicicleta em Brusque (2011) – estão trabalhando no livro do Paysandu. Tenho certeza de que farão um excelente trabalho, pois seus textos têm qualidade – caso contrário, eu não teria editado suas obras. Não vejo a edição destes livros como sendo mais um clássico Renaux-Paysandu a ser disputado no Estádio Augusto Bauer. Meu objetivo é valorizar a memória do clube que me convidou; o objetivo deles é o mesmo, em relação ao Paysandu.

Qual a previsão para a entrega do seu livro?
Atendendo ao pedido da diretoria, o livro será entregue em 2013, ano do centenário de fundação do Clube Atlético Carlos Renaux. As datas de lançamento e das sessões de autógrafos vão ser definidas de comum acordo com os diretores do clube, em breve. Por enquanto, estou concentrado no levantamento de dados e na produção do livro que, tenho certeza, será motivo de comemoração – para todas as torcidas!

Referências

  • Jornal Em Foco. Edição de 29 de novembro de 2011. 

Leonardo Loos


LEONARDO LOOS: Filho dos saudosos Osvaldo e Maria Dirschnabel Loos; natural de Blumenau, bairro Garcia, nascido aos 18.12.38. São em oito irmãos: Estefânia Clara (in memoriam), José Carlos, popular Juca, Marlene, Bernadete, Lúcia, Maria, Osvaldo Filho e Leonardo. Cônjuge: Lilian Renate Cernuscky, nascida aos22.06.44 e casados em 02.09.61. Três filhos; Lotar Osvaldo, Luiz Carlos e Luciane Méry; seis netos: David Leonardo, Arthur, Gabriela, Ana Carolina, Pedro Emílio e Victória. Torce pelo C.A. Carlos Renaux e Vasco da Gama, nutre simpatia pelo Portuguesa de Desportos.  

Uma palhinha da descendência
 

Lotar casou com Estela Tomasi, Filhos; David Leonardo e Arthur; Luiz Carlos com Eugênia Niebuhr (filha do Dr Emílio), filhos: Pedro Emílio e Victória e Luciane Méry, com Aristóteles Duarte, filhos: Gabriela e Ana Carolina. Fale sobre a participação no Lyons

Fundador do Lyons Clube Berço da Fiação em 73, presidi esse clube de serviço em 75, transferi-me para o Lyons Brusque-Centro, o qual presidi em duas oportunidades 98/99 e 99/00. Tendo na segunda gestão recebido o Presidente Internacional do Lyons, no sentido de vistoriar a construção do Lar dos Idosos. Assim, completei 30 anos de lions. Também, hoje, sou conselheiro do Lar dos Idosos. Outras participações?

Fui Presidente em quatro gestões na Sociedade Esportiva Laranjeiras, joguei futebol de salão na equipe da Fundação Hércules, Diretor de Futebol no Sesi, participei do bolão 21 de junho, anexo ao C.E. Paysandu, participei na equipe Nossa Senhora, Cursilhista na Igreja São Luiz Gonzaga. Minha esposa atuou no vôlei da S.E. Bandeirante.

Presidiu o tricolor brusquense? Na sua gestão trouxe equipes de destaque nacional para enfrentar o tricolor brusquense?
 

Sim, em 78/79, trouxe as equipes do Vasco da Gama – o Vasco veio completo até com Roberto Dinamite – e o Fluminense – também completo até com o Rivelino. Poderia ainda, com respaldo do saudoso Carlos Cid Renaux, ter trazido o alvinegro carioca. Também trouxe a Seleção Uruguaia , aplicando um 3 x 1, naquela seleção.

 Ficou alguma marca dos dois jogos?
 

Ah, se ficou! No jogo com o tricolor das laranjeiras, num determinado momento do jogo, o Rivelino deixou o Mauro Petruscky sentado... literalmente sentado.

 Na sua gestão a equipe do Renaux disputou o estadual?
 


Sim, disputamos, e se não me engano, ficamos em terceiro ou quarto lugar.  

Como montou a equipe?
 

Busquei na Portuguesa de Desportos: o Monga, Messias, Julhinho, Batata, no sentido de dar uma formação com condições de disputar o estadual.  

Fatos marcantes em sua vida?
Ter presidido o C.A. Carlos Renaux; a participação no Lyons; presidir a Fundação Zoo-Botânica; o meu casamento com Lilian; o nascimento dos filhos e dos netos; a participação nas equipes de Nossa Senhora e como cursilhistas; a participação de minha esposa –Lilian – por uma década como catequista; a participação - minha e de Lilian – no curso de noivos.

Lembranças positivas?
Uma lembrança positiva foi ter projetado e construído o teleférico da Fundação Zoo-Botânica, na primeira gestão do Prefeito Ciro, ou seja 89/92.

Grandes atletas do Renaux?
Entre outros, destacaria: Teixeirinha, Pilolo, Petruscky, Isnel, Juquinha, Poepe e muitos outros.

E do Paysandu?
Também, entre outros: Julio Hildebrandt, Osvaldo Appel e Heinz Appel.

Grandes treinadores?
Alípio Rodrigues e Joel Castro Flores

Grandes dirigentes do Renaux e do Paysandu?
Poderia dizer que todos os Presidentes do Renaux foram grandes dirigentes, veja, Érico Bianchini ( in memóriam), Arno Carlos Gracher (in memoriam) e Antônio Abelardo Bado, o popular Badinho, e por aí afora; no Paysandu: Dorval Vieira (presidente em 78), Polaco (em 56 e 77), Arthur Appel (em 57, 60 e 62 e é o atual presidente ) e inúmeros outros.

Partida memorável?
Renaux 5 Botafogo/RJ 5.

Grandes brusquenses?
Os saudosos Carlos Cid Renaux e Cyro Gevaer e atualmente Ciro Marcial Roza, um dos grandes Prefeitos, tanto que gostaria de vê-lo Governador do Estado, haja vista, o forte espírito empreendedor e ser dotado de grandes iniciativas.

A maledita fusão? O trabalho do Badinho e do Ruy e de outros abnegados que lutaram para o retorno dos patrimônios? E o retorno das duas equipes?
Quanto a dissolução, com o retorno dos tradicionais históricos clubes só tenho que elogiar o trabalho desses abnegados. Foi a melhor coisa que aconteceu no século 21. Quanto ao retorno deveria ser com o amadorismo.

O que faz Leonardo Loos, hoje?
Hoje tenho a empresa Lotherm – cortinas térmicas, presido a Fundação Zoobotânica, integro o Lyons Brusque-Centro, sou conselheiro do Lar dos Idosos, presido a Sociedade Esportiva Laranjeiras.


 

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Leonardo Loos, Rivelino e Fernando Kohler, idos de 1978, Fluminense 4 x  CACR 2

Referências

  • Matéria publicada em A VOZ DE BRUSQUE, em 14 de novembro de 2003. 

  2005: José Carlos Loos - popular Juca Loos


JOSÉ CARLOS LOOS, popular JUCA LOOS: Filho de Oswaldo e Maria Dirschnabel Loos; natural de Blumenau, nascido aos 08.03.44. São em oito irmãos: Leonardo, Stefânia, José Carlos, o Juca, Marlene, Bernadete, Lúcia, Maria Tereza, Oswaldo Loos Filho, o popular Chico. Cônjuge: Verônica Maluche Loos, nascida aos 25.11.49, casados em 18.05.68; três filhos: Klaus Peter, Eduardo, e Marina. Torce pelo CA Carlos Renaux e Portuguesa de Desportos. 



Vida profissional? Iniciei aos 15 anos com meu pai na Fundição Hércules. Em 64, com o falecimento prematuro de meu pai – ele estava com 47 e eu com 18 anos – assumi a administração da empresa, portanto estou 41 anos na frente da administração. Hoje no ramo de malha e felpa – Loostex: fabricando facção de malha – algodão e sintética – e tecidos planos – felpa. Utiliza fio de algodão e sintético. Emprega 75 funcionários diretamente e, aproximadamente 200 indiretamente. A empresa atende o mercado regional. 


A empresa tem parceria com a Têxtil Renaux? Sim. Tem parceria com a Têxtil Renaux, na área da felpa

Como ocorreu a mudança de Fundição para malha e felpa? A diversificação é importante.

Os filhos: Eduardo, Martins e Klaus.

Participação na S.E. Bandeirante, Carlos Renaux, Zoobotânico e Rotary? Estou na S.E. Bandeirante há 33 anos, dos quais seis presidi a entidade, hoje sou diretor de Patrimônio. No tricolor brusquense, desde criança, como torcedor, tendo presidido a agremiação em 77; hoje sou vice-presidente e, estou assumindo a Presidência, devido o licenciamento do Presidente Jair Vargas. No Zoobotânico, fui Presidente por sete anos, nas administrações de Danilo Moritz e Hylário Zen, ressalte-se,uma lembrança positiva em minha carreira profissional, menciono com orgulho que naquele período foram construídas 46 obras dentro da Fundação Zoobotânica. Integro o quadro do Rotary há 35 anos. Presidi esse clube de serviço em duas oportunidades.

Acompanhou a batalha judicial para retomar o patrimônio tricolor e esmeraldino?
Sim, acompanhei e destacaria dois nomes naquela batalha: Badinho pela lado tricolor brusquense – um artífice na recuperação do patrimônio e no lado esmeraldino, o Ruy Carlos Queluz – fundamental no sucesso da retomada do patrimônio.

Grandes dirigentes?
Entre outros, citaria: Leonardo Loos, meu irmão pela coragem – quando presidiu o tricolor brusquense – trazendo o Vasco da Gama e o Fluminense para atuar em Brusque e o saudoso Arno Carlos Gracher.

Bons treinadores?
Destacaria: Hélio Rosa, Joel Castro Flores e Rubens Freitas.

Bons atletas?
Dos mais antigos: Pilolo, Agenor, Teixeirinha, Ivo Willrich, Petruschy, Esnel, Otávio Bolognini, entre outros e dos mais recentes: Bob e Lico.

Brusque tem lugar para ser representada por três equipes?
Como a cidade cresceu muito, acredito que para três equipes, talvez não , mas para duas agremiações com certeza. A terceira equipe formaria atletas para as duas que representassem o Município de Brusque.

O Brasil tem acerto?
Está difícil, com alta carga tributária e de juros, vejo com preocupação o futuro.

Os preços estão balizados em U$ 3, por que não abaixam para o consumidor se há mais de quatro meses o dólar ronda a casa do U$ 2,70?
Segredos do governo, ele sempre tem razão e o povo não.

Esta de acordo com a política de fixação da SELIC?
A SELIC tem que abaixar quanto antes, o Brasil necessita de produção e não juros altos.

Tem lido a Voz de Brusque, e a Coluna Dez?
Sou assinante de A Voz de Brusque e sempre leio a Coluna Dez.

O que faz Juca Loos, hoje?
Estou aposentado, prossigo administrando a empresa e continuo ativo na S.E. Bandeirante e no C.A. Carlos Renaux e no Rotary Club Brusque.

Referências

  • Matéria publicada em A VOZ DE BRUSQUE, em 13 de maio de 2005.

2012:José Carlos Loos- popular Juca Loos


Nosso entrevistado Juca Loos com o neto Rafael, Tricolor desde criancinha.
Divulgação.
O entrevistado da semana é o Diretor da Loostex José Carlos Loos, popular Juca, nascido em Blumenau/SC aos 08.03.1944, filho de Oswaldo e Maria Dierschnabel Loos, casado com Verônica Maluche Loos, com a qual têm três filhos: Klaus Peter,Eduardo e Marina. Torce para o C .A. C. Renaus e em São Paulo pela Portuguesa desportos e no Rio sou versátil.
Qual a data de fundação do C A Carlos Renaux?
O C.A. Carlos Renaux antes denominado Sport Club Brusquense foi fundado em14 de setembro de 1913

Quem foram os fundadores?
Guilherme Fernandes, Theodoro Steinhoff, Arthur Gevaerd, Arthur Olinger, Augusto Diegoli, Paulo Pfeilstcker, Guilherme Diegoli, Raul Neves, Paulo Renaux, Walfrido Faria, Alberto Belli, Alexandre A. Gevaerd, Fernando Boettger, Antônio Schwartz, Felício dos Anjos, João Baron e Luiz Albani Júnior

Qual a primeira Diretoria?
A primeira diretoria foi assim constituída: Presidente: Guilherme Fernandes; Vice: Theodoro Steinhoff; 1º Secretário: Arthur Gevaerd; 2º Secretário: Arthur Olinger; Tesoureiro: Augusto Diegoli; Procuradores: Paulo Pfeilstcker e Guilherme Diegoli; Capitães: Raul Neves e Paulo Renaux

Quais os títulos conquistados pela tricolor da Lauro Müller?

Campeão Catarinense de 1950 Campeão Catarinense de 1953.
Divulgação.
Campeão catarinense em 1950 e 1953 (invicto), vice campeão em 1952,1957 e 1958 e diversos títulos títulos locais e regionais. Arno Mosimann, Ivo Willrich, Tesoura, Bianchini, Orival Bolognini, José Germano Schaefer (Pilolo), Julinho Hildebrand, Joyne Regla, Otávio Bolognini, Hélio Olinger, Egon Petruscky, Oli Rodrigues (Tijucano) e Aderbal Vicente Schaefer. Técnico: Alípio Rodrigues 1953: Arno Mosimann, Afonsinho, Ivo Willrich, Tesoura, Orival Bolognini, José Germano Schaefer (Pilolo) e Waldir Borba; Egon Petruscky, Aderbal Schaefer, Otávio Bolognini, Esnel, Joyne Regla e Darling Moritz (Tale) Técnico: Hélio Olinger

Quais foram os Presidentes do tricolor brusquense?
Os presidentes foram: 1) Guilherme Fernandes 1913/1914; 2) Wilhem Von Printz 1915/1916; 3) Augusto Bauer 1919/1925; 4) Arthur Olinger 1926/1927/1934/1946; 5) Dr. Guilherme Renaux 1928; 6) Germano Schaefer 1929/1933/1937/1940; 7) Wencelau Naguevitz 1931/1932; 8) Augusto Diegoli 1935/1936; 9) Antônio Zendron jr. 1938; 10) Arnoldo Bauer Schaefer 1939; 11) Egon G. Krieger 1939; 12) João Carlos Renaux Bauer 1941/1945/1949/1957; 13) Alexandre Atanasio Gevaerd 1945; 14) Dr. João Antõnio Schaefer 1947; 15) Dr. Osvaldo Areas Horn 1948; 16 ) Antônio Heil, popular Néco Heil 1958; 17) Adherbal Vicente Schaefer 1959; 18) Leopoldo Bauer (popular Lélo Bauer, 1960; 19) Érico Bianchini 196l; 20) Adriano Schaefer 1962; 21) Octávio Bolognini 1963; 22) Osni Muller 1964; 23) Heinz Adolfo ludin 1965/1966; 24) Cid Richert Bauer 1967/1968; 25) Zeno Belli 1969; 26) Dr. Ivo Mario Visconti 1970; 27) Dr. Aurinho Silvera de Souza 1971/1972; 28) Arno Carlos Gracher 1973/1974/1975/1976; 29) Leonardo Loos 1978/1979/1980/1982; 30) José Orlando Batistotti 1981; 31) Gilberto Rau 1983; 32) João Paulo 1984/1985/1986/1987; 33) Antônio Abelardo Bado, popular Dr Badinho, 1998/1999/2000/2001/2002/2003; 34) Nelson Klabunde 2006/2007/2008/2009; 35) José Carlos Loos 1977/1997/1998/2005/2010/2011/2012/2013.

Quais são os integrantes da Comissão do centenário do clube?

Integrantes da Comissão – Centenário do C A Carlos Renaux
Divulgação.
Presidente: Eduardo Loos, popular Duda; Vice: Rogério Luiz Wippel; Secretário: Renato Petruschky; Tesoureiro: Antônio Carlos Albani; Relações Públicas: Jose Carlos Loos, popular Juca Loos; Diretor de Marketing: Gerson Luiz Dunca e os integrantes: Antônio Abelardo Bado, Popular Dr Badinho, Roberto Kormann, Altair Martins da Silva, Wilson de Souza, Álvaro Schaefer,I tamar Mosimann, Toninho Ramos, Carmelo Krieger, Reinaldo Cordeiro, Gilmar Ristow, Licir Wippel, o escritor Saulo Adami, Marcelo Cavichiolo, Érico Zedron, Zurico Frota, Delmar Tôndolo

Quando e como a Comissão do Centenário tem se reunido?
Temos nos reunidos semanalmente no inicio e agora quinzenalmente

Alguma programação especial para comemorar o centenário do clube?
Diversas, como principais na semana 100 que é de 7 a 14 de setembro e 2013 ,diariamente algum evento como lançamento do livro dos 100 anos, um grande jantar na S. E .Bandeirante para homenagear famílias que estiveram envolvidas na história desse clube, ex presidentes,jogadores, beneméritos, autoridades etc, isto no dia 13/9/13. E no dia 14/9/13, dia da fundação estamos programando um jogo do campeão catarinense daquele ano contra uma seleção catarinense dos outros clubes com a camisa do C.A.C.R., preliminar com veteranos de Brusque entre outras ideias que estão em estudo

Tem-se em vista homenagear alguns atletas que fizeram história no clube?
Sim com certeza, principalmente os campeões que ainda estão entre nos: Pilolo, Teixeirinha,Tesoura e outros

Dentre os dirigentes, não só presidentes, daria para citar 10 que mais batalharam pela causa do tricolor brusquense?
Olha é difícil enumerá-los, pois todos os 35 presidentes e outros idealistas que abraçaram a causa tricolor brusquense eram especiais, vou citar apenas um que muito me impressionou pelo seu dinamismo, a saber. Arno Gracher, mas todos são uns abnegados que sempre levaram as cores dessa equipe com o maior amor e dedicação.

Por que o Clube não mantém equipes de base visando revelar pratas da casa?
Já estamos disputando o campeonato amador da cidade , e no próximo ano estamos organizando uma categoria de base integrando atletas jovens da nossa cidade para mostrar para estes jovens o caminho do sucesso no futebol

A Diretoria pensa em retornar com o futebol profissional?
O futuro a mim não pertence, tenho ideia que no principio devemos ficar no futebol de base,mas um clube como o CACR com um patrimônio : valiosíssimo: e sem dividas, imagino que´´e´´ raro no Brasil, portanto quem sabe adiante surgem patrocinadores que queiram voltar ao profissional , sonhar não paga nada.

Referências

  • Jornal Em Foco. Edição de 11 de setembro de 2012. 


Esnel Miralha Lopes


Esnel, com a camisa São Paulina, lembrando os velhos e bons tempos.

ESNEL MIRALHA LOPES, popular Esnel e Isnel: Filho de Sabino Colombia Lopes e Margarida Miralhia Lopes, natural de Uruguaiana/RS, nascido aos 24.05.35. São em 5 irmãos: Carmen, Cléia, Egídia, Esmael e Esnel. Cônjuge: Santinha Olívia Venturelli Lopes, casados aos 07.06.58; três filhas: Rita de Cássia, Lourdes Marina e Meiri. Oito netos: Jasmini, Miquéias (pianista), Ingridt, Felipe, Luiza, Tailin, Ituani e Camila. Torce pelo C.A. Carlos Renaux, Ponte Preta e Botafogo.

Batatais: Em pé: Barrela, Adilson, Julião, Veríssimo, Esnel e Camilo. Agachados: Edgar, Árdua, Ponci, Lisoti e Agenor.

Em que equipes atuou?
Iniciei no Atlético C. Joaçaba, fui para o Internacional de Lages, em 52, vim para o C.A. Carlos Renaux, São Paulo, Ponte Preta, por duas temporadas no Comercial de Ribeirão Preto, retornei à Ponte Preta – na Ponte atuei aproximadamente por oito anos, Portuguesa de Desportos e Batatais. Atuei na Seleção Catarinense, Seleção Paulista e na Seleção Brasileira de novos.

Esnel com Pilolo, Ivo Willrich e outros.

Como foi sua vinda para o tricolor brusquense?
Foi numa partida em que o Carlos Renaux disputou com o Internacional de Lages. Gostaram de meu futebol e fui convidado para envergar a jaqueta tricolor.

Érico Bianchini, Maria Wendhausen - cumprimentando o representante do Coritiba - João C.R.B.

Em que posição atuava?
Médio volante.

Títulos mais importantes?
Campeão Catarinense de 53, com a jaqueta do C.A. Carlos Renaux e Campeão Sul Americano pela Seleção Canarinho em 62, em Lima, Perú.

Grandes nomes no C.A. Carlos Renaux?
Entre outros citaria: Pílolo, Orival Bianchini, Agenor, Pereirinha e Ivo Willrich.

No Paysandu?
Julinho Hildebrandt, Heinz Appel e Pékinha.

Na Ponte Preta?
Na Ponte Preta foram vários os grandes jogadores, entre eles destacaria Bibi.

No São Paulo?
Canhoteiro, Mauro (Seleção Brasileira), e Dino Sani.

No Comercial de Ribeirão Preto?
Piter e Carlos César.

No Batatais?
Lisoti e Veríssimo.

Grandes treinadores?
Otto Glória (Portuguesa de Desportos), Feola (São Paulo), Francisco Sarno e Gentil Cardoso (Ponte Preta).

Grandes dirigentes?
João Bauer, Érico Bianchini, Lelo Bauer, Chico e Néco Heil e no Paysandu: Arthur –Polaco – Jacowicz.

Uma vitória marcante em sua carreira?
A vitória por 3 x 2 contra o América de Joinville, com a qual sagramos campeão Catarinense de 53.

Um gol inesquecível?
Foi o gol que anotei aos 40 minutos do segundo tempo , contra a Ferroviária de Araraquara, em que vencemos por 1 x 0.

Fatos marcantes em sua carreira?
O nascimento de meus filhos e netos; ter encontrado a companheira Olívia; o gol contra a Ferroviária de Araraquara; com 18 anos já vestir a camisa da Seleção Catarinense; ter atuado na Seleção Paulista; a conquista do Estadual de 1953, pelo C.A. Carlos Renaux e, a conquista do Sul Americano em Lima, pela seleção de novos e as amizades construídas com o futebol.

Como deveria ser o retorno do C.A. Carlos Renaux e Paysandu?
Ah, deveria haver um intercâmbio com as equipes amadoras de Brusque e região e, encaminhar as promessas aos dois clubes e ali fazer um trabalho de base e, também manter um convênio com Clubes mormente do interior de São Paulo.

O que faz Esnel, hoje?
Estou aposentado e participo do grupo de veteranos de Brusque.

Referências

  • Jornal Em Foco. Entrevista publicada em 19 de março de 2004.